CACHIMBO INICIANTES: COMO ESCOLHER O PRIMEIRO

Como escolher o primeiro cachimbo.

Guia rápido para iniciantes.

Já falamos um pouco sobre a origem do tabaco e a evolução dos cachimbos, mas se você nunca fumou e se interessa por esse hábito, o que precisa fazer? Primeiramente, comprar um cachimbo! E é justamente aí que bate a insegurança? Qual cachimbo comprar? Quanto devo gastar? O que mais preciso para fumar? Para acabar com essas dúvidas, elaboramos um guia rápido e fácil.

Tenha em mente que o cachimbo é um item totalmente pessoal, e não existe o certo ou o errado, existe aquele que funciona (ou não) para cada fumante. Porém, a sugestão para os iniciantes é evitar os modelos mais extravagantes e se ater aos mais clássicos. Primeiramente, escolha um formato que lhe agrade, simples assim. Se estiver comprando pessoalmente, segure-o na mão, perceba como se sente, olhe-se no espelho e veja se ele combina com você. É isso mesmo, o visual e a “pegada” do cachimbo na mão tem que casar com você, te fazer sentir bem.

Confira alguns dos formatos clássicos:

Billiard: Cachimbo reto, muito comumente encontrado nas tabacarias.

 

Churchwarden: Modelo fino e com piteira longa, ideal para leitura, pois não obstrui a vista.

 

     Bent Billiard: Similar ao Billiard, mas com saída do fornilho e piteira curva. Muito comumente encontrado também.

 

Gourd Callabash: Famoso pelo personagem “Sherlock Holmes”, é um pouco mais exótico, com fornilho se abrindo e todo curvado.

 

Existem literalmente CENTENAS de variações desses modelos, cada qual com seu nome, mas a ideia aqui é simplificar as coisas. Sendo assim, esses quatro tipos já te dão uma boa base para começar. Há também uma grande diversidade de materiais, desde madeira e sabugo de milho, até chifres e rochas marinhas.

Recomendo fortemente que seu primeiro cachimbo seja de madeira! Ainda assim, existem também uma grande variedade de madeiras, então a regra é simples, escolha madeira BRIAR! Sem dúvida é a mais consagrada das madeiras de cachimbo, retirada de uma determinada região da raiz de uma certa árvore. Cachimbos de Briar costumam ser mais caros, mas tem bom custo benefício devido à longevidade do cachimbo. Mas não se assuste, a partir de R$200,00 é possível encontrar modelos de Briar que duram a vida toda. Se ainda assim você quiser gastar menos, com R$50,00 você encontra modelos bem “bonitinhos” e honestos, mas com uma madeira inferior. Tem até a opção dos “Corncobs”, que são cachimbos feitos a partir do sabugo de milho, que chegam a custar a bagatela de R$25,00! Porém, mesmo que você venha a se tornar um entusiasta e colecionador, é melhor começar com um cachimbo de madeira, seja de Briar ou não, conforme seu bolso permitir!

Além disso, alguns cachimbos tem filtros, redutores de fumaça ou condensadores. A função deles é praticamente a mesma, reter um pouco das impurezas e da umidade do tabaco. Não se atenha a isso por enquanto, seja qual for o modelo escolhido, boa parte dos fumantes prefere simplesmente NADA obstruindo a fumaça, para garantir todos os aromas e sabores do fumo.

ALÉM DO CACHIMBO EM SI, O QUE MAIS EU PRECISO?

Modelo escolhido e cachimbo comprado! Pronto, agora é só acender? Claro que não, cachimbo sem tabaco (ou fumo) é como revolver descarregado, impressiona mas não funciona. A escolha do primeiro tabaco pode ser complicada, pois existe uma ENORME variedade de fumos, como Virgínia, Burley, Latakya, Perique, Kentuky, Oriental, Turkish, aromatizados e etc…, etc….., etc…… Esqueça esses nomes! Depois que tomar o gosto pelo hábito, você terá uma vida inteira para provar todos os tipos e todas as misturas possíveis. Escolha aquele que te “apetece”, seja pela embalagem, seja pelo nome. Mesmo os pacotes fechados exalam o cheiro do tabaco, então basta dar aquela “fungada” e escolher aquele que te agrada. É muito comum o principiante optar pelos tabacos aromáticos, que tem aromas desde cereja e chocolate, até menta e panetone. Mas tenha em mente que aroma e sabor são coisas diferentes! Mesmo que um tabaco tenha cheiro de baunilha, não espere que ele tenha gosto de cupcake! É interessante escolher pelo menos 3 tipos de tabaco diferentes, pois a diferença entre eles é gritante, e enquanto um pode ser terrível, outro pode ser maravilhoso (para o SEU gosto). Então não desanime no primeiro, dê chance a outros, e volte a tentar o primeiro novamente, pois vários fatores influenciam na degustação.

Pronto, agora é só botar o tabaco no fornilho e acender?! Não exatamente. Existem técnicas para preenchimento do fornilho, a mais fácil delas é a técnica dos “terços”. Encha o fornilho até o topo e pressione com a “força de uma criança”. Complete com mais tabaco e pressione com a “força de uma mulher”. Por fim, complete novamente e pressione com a “força de um homem”. Deu para entender? É, são dicas muito subjetivas, mas não tem jeito, o negócio é tentar. Depois de preenchido o fornilho, a puxada deve apresentar certa resistência, similar àquela de quando se puxa o refrigerante do canudinho, mas não tão forte, como quando se puxa um milkshaque do Bob’s.

CACHIMBO, TABACO E O QUE MAIS?

Finalmente, agora sim, é só acender? Sim, mas valem algumas dicas. Não utilize, em hipótese alguma, isqueiros com chama de maçarico, pois isso pode queimar a borda do fornilho, e nem isqueiros tipo Zippo, pois o cheiro do fluido vai impregnar no tabaco. Qualquer isqueirinho Bic vai cumprir a função, mas a chama pode acabar queimando o seu dedo. Existem modelos específicos para cachimbo, com chama lateral, que facilitam muito o serviço. Na falta de um deles, você pode usar até mesmo fósforos, apenas cuidando para deixar queimar todo o enxofre da ponta antes de aproximá-lo do tabaco, para evitar que o cheiro contamine o tabaco.

Você deve complementar o seu kit com mais dois acessórios essenciais: Uma ferramenta “3 em 1” e um escovilhão de limpeza. Muitos isqueiros para cachimbo já vem com essa ferramenta 3 em 1, mas você pode compra-la separadamente. Ela auxilia na compactação do tabaco durante a fumada, e na retirada das cinzas.  Quanto ao escovilhão, vendem-se pacotes com centenas deles, e são essenciais para uma limpeza pós fumada. Mas vamos deixar esse assunto de limpeza para um próximo capítulo. Por enquanto, você que admira o hábito de fumar cachimbo dos filmes ou tem alguma lembrança nostálgica do seu avô que fumava (assim como eu tenho), já tem todas as informações que precisa para se aventurar nesse universo. Lembre-se de que todo o processo, desde a compra do cachimbo e a escolha do tabaco, até a finalização da fumada e a limpeza do cachimbo, deve ser apreciada como uma verdadeira terapia, um momento de desligamento dos problemas e da correria de rotina. Aproveite cada um desses momentos para refletir e relaxar. Apesar de todos os aromas presentes no tabaco, aprender a degustar a vida é o melhor deles.

Abraços a todos os confrades, e se você leu até aqui, muito obrigado, e boas baforadas!

2 comentários

  1. Ótimas dicas. Já da para sair se achando um profissional em Cachimbo. Estou iniciando em Charutos com alguns amigos, mas pretendo com esses amigos degustar um bom Cachimbo também. Usar um Cachimbo de maneiro correta demonstra um toque de elegância.

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